domingo, 28 de outubro de 2007

Perguntas?



O que é o amor verdadeiro?


Quanto você se entrega para seu homem ou sua mulher?


Quanto vale a pena se entregar?


Você confia nele ou nela?


Quanto vale a pena confiar?


Você é digno de confiança?


E se você se engana?


E se você descobre algo sujo?


E se você descobre que é mais ilusão do que verdade?


E se você descobre que é verdade?


Perguntas sem resposta?



***

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Paz

"Condições exteriores só podem nos fazer felizes
se nossa mente estiver em paz.
Se não estivermos em paz, não seremos felizes
ainda que as condições exteriores sejam perfeitas."


Geshe Kelsang Gyatso


* * *


Verdade verdadeira. Vejo, no meu dia-a-dia no hospital e na vida afora, pessoas buscando um "remedinho", mas não que estejam com algum problema mais sério... "é só pra ficar mais tranquilo"... "Terapia? Nem pensar"... Claro. Quem vai querer olhar o monstro dentro de si?

Só que enquanto vai-se tapando o sol com a peneira, o bicho vai crescendo dentro do peito. Quando se vê, não dá mais pra segurar com remedinho... já virou doença mesmo, depressão, ansiedade ou coisa pior.

A verdade é que não tem fórmula mágica. A gente descobre o caminho encarando o sofrimento e acolhendo-se. Nenhum remédio funciona quando a pessoa não está disposta a fazer mudanças. E pra mudar tem um montão de jeitos. É só cada qual descobrir o seu.

Gostaria de dar a fórmula mágica pros meus pacientes. Seria fácil pra mim e pra eles. Mas a vida quer mais da gente. Quer ver a nossa coragem, quer ver a nossa força. E quando se quer lá no íntimo, consegue-se!

Sabe o que eu acho? Que força demais até atrapalha. Se eu fosse dar uma dica pra eles seria ter menos culpa e deixar a "vida te levar". Não dá pra controlar tudo como a gente queria! Aceitar a dor torna-a muito mais leve e suportável!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Escolhas

"Nossa vida é feita de escolhas,
não das escolhas feitas ontem
ou das escolhas que pretendemos fazer amanhã.
As escolhas que valem
são as que fazemos agora."

Dom Itamar Vian
Frei Aldo Colombo
* * *
Minha escolha hoje é a melhor
que já fiz em toda a minha vida:
olhar para quem eu sou,
buscar o meu centro
e descobrir o meu caminho.

domingo, 21 de outubro de 2007

Ditados Chineses

O maior adversário não é o oponente, e sim você mesmo.
***

Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces.

***

Na mesma medida em que você não pode perdoar o próximo por ser diferente, você está distante da sabedoria.

***

Se a tranquilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranquilidade do espírito?


Chuang Tzu

O homem tem três caminhos para agir sabiamente: o primeiro, a meditação, é o mais nobre; o segundo é a imitação, o caminho mais fácil; o terceiro é a experiência - esse é o mais amargo.

Confúcio

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Saudade

Aonde quer que eu vá
Os Paralamas do Sucesso

Olhos fechados pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar


Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá


Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição

E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá


Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar


Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição


E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá

Já não consigo não pensar em você

Já não consigo não pensar em você

* * *

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Reflexões sobre o amor...

Encontrei o texto que se segue no jornal O Globo do dia 30/09/07.
Achei fantástico e, sem dúvida nenhuma, ele traz mil e uma discussões...
Vale a pena perder um tempinho e ler!
***
Amo você quando não é você
Martha Medeiros

"Parece aquelas notícias de jornal popular, mas merece uma página inteira na imprensa nobre. Escute só: um casal em crise estava, cada um, em segredo, trocando e-mails com um pretendente virtual. Ela querendo ver o maridopelas costas e totalmente envolvida pelo cara com quem teclava todos os dias. E o marido querendo que a bruaca evaporasse para poder curtir a gata que conheceu em um chat. Você certamente já matou a charada: cada um marcou um encontro às ganhas com seu amor e, shazam!, descobriram que estavam teclando um com o outro sem saber.
Ou seja, marido e mulher não se amavam mais, porém se apaixonaram um pelo outro na internet, usando pseudônimos. Imagine a cena: você se arruma para um primeiro encontro com alta carga erótica e dá de cara com seu cônjuge. Eu iria rir da situação e tentaria reinvestir no casamento desgastado, dessa vez estabelecendo novos códigos, mas o casal em questão não teve senso de humor e pediu o divórcio, alegando que eles estavam sendo “traídos”. Moralismo nessa hora?
Não é preciso teses nem seminários: este fato, isoladamente, consegue explicar e exemplificar o ponto frágil dos casamentos de longa duração. Todo ser humano é vaidoso – uns mais, outros menos – e essa vaidade se estende ao campo da sedução. Por mais que a gente ame a pessoa com quem se casou, a passagem do tempo reduz o feedback sexual. As transas podem até continuar prazerosas e relativamente assíduas, mas já não temos certeza se seríamos capazes de chamar a atenção de alguém que nada soubesse sobre nós, e essa é uma necessidade que não esmorece nunca: seguimos interessantes? Seguimos atraentes? E a pergunta mais séria entre todas: depois de tanto tempo fundidos com um parceiro, sabemos ainda quem somos nós?
Sendo assim, ficamos suscetíveis a uma paquera. Pela internet, parece seguro, sem conseqüências, mas não impede que nos apaixonemos – nem tanto pelo outro, mas principalmente por nós mesmos! Recuperamos a adolescência perdida: nos tornamos novamente audazes, sedutores e jovens – paixão rejuvenesce mais que botox. É a chance para a gente se reinventar e ganhar uma sobrevida nesse mausoléu de sentimentos chamado “estabilidade afetiva”. Não, você não, que é de outra estirpe. Estou falando de gente comum.
Este casal pagou um mico, mas fez um alerta à humanidade: somos capazes de nos apaixonar por quem já fomos apaixonados, desde que essa pessoa se apresente a nós como uma novidade e nos dê também a chance de sermos quem a gente ainda não foi. Este marido, que em casa talvez fosse carrancudo e desleixado, revelou-se bem humorado e empreendedor para sua nova “namorada”. A esposa, que em casa talvez bocejasse pelos cantos, mostrou-se alegre e entusiasmada para o novo “namorado”. Estavam o tempo inteiro conversando com quem conheciam há anos, mas, da forma que se apresentaram, desconheciam-se.
Já escrevi uma vez sobre esse tema: a gente se apaixona para corrigir nosso passado. Agora fica claro que podemos corrigir nosso passado com os prórpios protagonistas do nosso passado, desde que eles nos enxerguem com olhos mais curiosos, com um coração mais disposto e que acenem com um novo futuro.
"
***
A primeira idéia que me veio à cabeça, logo que li a primeira vez, é o quanto somos múltiplos EUs em um só. Logo em seguida, como a força do hábito nos impede de explorar todas as nossas potencialidades! Mas quando falamos especificamente de relacionamentos duradouros, concordo com a autora que o tema é bem importante.
Acredito num ser humano que evolui durante toda a vida. Somos instáveis por essência e é impossível sermos os mesmos que éramos há um ano atrás... O que seria uma vida muito triste e congelada, diga-se de passagem. Mas o Deus, ou quem quer que seja, nos criou assim, infinitos de possibilidades!
Ora, budegas, alguém me explica então por que nos paralisamos de forma tão cruel e enfadonha no relacionamento que escolhemos para durar anos em nossas vidas? E o que é pior: não precisa chegar a uma traição, nem que seja de brincadeirinha na internet... Somos capazes de continuar evoluindo, nos tornando mais amadurecidos, atraentes, seguros, e tudo isso quando estamos longe da atual companhia. Entre os amigos mesmo (do sexo oposto), com colegas de trabalho, até com novos conhecidos!!! E o que sobra pro relacionamento é a parte chata, mesquinha, habitual, da qual nós mesmos já estamos de saco cheio...
Então, ouvimos do companheiro ou companheira que somos chatos, estressados, acomodados, ou isso fica nas entrelinhas. Mas do lado de fora, "quanta gente reparou em novidades minhas que o fulano não valoriza" ou "quantas mulheres perceberam como eu estou mais sedutor, e a fulana nem vê". Claro! A pobre coitada não vê porque seu querido não mostra nada disso pra ela! E o infeliz não dá valor porque ela nunca deixou ele perceber!
Quando descobrimos que podemos ter toda essa sedução e paquera com a pessoa que mais queríamos ter, o relacionamento se transforma! Nessas horas, muitas vezes, recuperamos a magia que fez o outro se apaixonar pela primeira vez, só que melhorada, mais criativa e mais atraente. Descobrimos que temos a liberdade de ser e fazer o que quisermos e a pessoa amada não vai deixar de amar. Ela se encantará mais e isso renova e reforça o amor! Muitas vezes queremos ser exatamente aquilo que o outro sente falta, e nem nos damos conta!
Se a carapuça serviu, eis aqui o meu desafio: SEJA VOCÊ MESMO, NO PRESENTE, E QUEBRE A FORÇA DOS HÁBITOS DO PASSADO! Vai se surpreender...