segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
O Rio e O Oceano
Diz-se que mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, atrevés dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano. Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós.
Voltar é impossível na existência.
Você pode ir em frente e se arriscar.
Coragem! Torne-se oceano...
... e seja feliz!
Desejo a todos que passam por aqui um Ano Novo cheio de coragem, fé, paz interior, luz e muito amor!
Que não tenham medo das mudanças, mas possam recebê-las como dádivas!
E dessa forma, possam percorrer o curso desse rio de conhecer-se verdadeiramente e tornar-se pleno sendo o melhor de si, como um oceano!
Com carinho,
Nina
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano. Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós.
Voltar é impossível na existência.
Você pode ir em frente e se arriscar.
Coragem! Torne-se oceano...
... e seja feliz!
Desejo a todos que passam por aqui um Ano Novo cheio de coragem, fé, paz interior, luz e muito amor!
Que não tenham medo das mudanças, mas possam recebê-las como dádivas!
E dessa forma, possam percorrer o curso desse rio de conhecer-se verdadeiramente e tornar-se pleno sendo o melhor de si, como um oceano!
Com carinho,
Nina
domingo, 30 de dezembro de 2007
Sorry to Myself
Sorry To Myself
Alanis Morissette
For hearing all my doubts so selectively and
For continuing my numbing love endlessly.
For helping you and myself: not even considering
For beating myself up and overfunctioning.
To whom do I owe the biggest apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
For letting you decide if I indeed was desirable
For myself love being so embarassingly conditional.
And for denying myself to somehow make us compatible
and for trying to fit a rectangle into a ball.
And
To whom do I owe the biggest apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
I'm sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
I'm sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
For blaming myself for your unhappiness
and for my impatience when I was perfect where I was.
Ignoring all the signs that I was not ready,
and expecting myself to be where you wanted me to be.
To whom do I owe the first apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
And
I’m sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
I’m sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
Well, I wonder which crime is the biggest?
Forgetting you or forgetting myself...
Had I heeded the wisdom of the latter,
I would’ve naturally loved the former.
For ignoring you: my highest voices.
For smiling when my strife was all too obvious.
For being so disassociated from my body,
and for not letting go when it would’ve been the kindest thing.
To whom do I owe the biggest apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
And
I’m sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else
I’m sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
I’m sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else
I’m sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
Alanis Morissette
For hearing all my doubts so selectively and
For continuing my numbing love endlessly.
For helping you and myself: not even considering
For beating myself up and overfunctioning.
To whom do I owe the biggest apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
For letting you decide if I indeed was desirable
For myself love being so embarassingly conditional.
And for denying myself to somehow make us compatible
and for trying to fit a rectangle into a ball.
And
To whom do I owe the biggest apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
I'm sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
I'm sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
For blaming myself for your unhappiness
and for my impatience when I was perfect where I was.
Ignoring all the signs that I was not ready,
and expecting myself to be where you wanted me to be.
To whom do I owe the first apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
And
I’m sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
I’m sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
Well, I wonder which crime is the biggest?
Forgetting you or forgetting myself...
Had I heeded the wisdom of the latter,
I would’ve naturally loved the former.
For ignoring you: my highest voices.
For smiling when my strife was all too obvious.
For being so disassociated from my body,
and for not letting go when it would’ve been the kindest thing.
To whom do I owe the biggest apology?
No one’s been crueler than I’ve been to me.
And
I’m sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else
I’m sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
I’m sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else
I’m sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
...
That Particular Time
Alanis Morissette
My foundation was rocked my tried and true way to deal was tovanish
My departures were old I stood in the room shaking in my boots
At that particular time love had challenged me to stay
At that particular moment i knew not run away again
That particular month i was ready to investigate with you
At that particular time
We thought a break would be good for four months we sat and vacillated
We thought a small time apart would clear up the doubts that were abounding
At that particular time love encouraged me to wait
At that particular moment it helped me to be patient
That particular month we needed time to marinate in what "us" meant
At that particular time
I've always wanted for you what you've wanted for yourself
And yet i wanted to save us high water or hell
And i kept on ignoring the ambivalence you felt
And in the meantime i lost myself
In the meantime i lost myself
I'm sorry i lost myself…i am
You knew you needed more time, time spent alone with no distraction
You felt you needed to fly solo and high to define what you wanted
At that particular time love encouraged me to leave
At that particular moment i knew staying with you meant deserting me
That particular month was harder than you'd believe but i still left
At that particular time
Alanis Morissette
My foundation was rocked my tried and true way to deal was tovanish
My departures were old I stood in the room shaking in my boots
At that particular time love had challenged me to stay
At that particular moment i knew not run away again
That particular month i was ready to investigate with you
At that particular time
We thought a break would be good for four months we sat and vacillated
We thought a small time apart would clear up the doubts that were abounding
At that particular time love encouraged me to wait
At that particular moment it helped me to be patient
That particular month we needed time to marinate in what "us" meant
At that particular time
I've always wanted for you what you've wanted for yourself
And yet i wanted to save us high water or hell
And i kept on ignoring the ambivalence you felt
And in the meantime i lost myself
In the meantime i lost myself
I'm sorry i lost myself…i am
You knew you needed more time, time spent alone with no distraction
You felt you needed to fly solo and high to define what you wanted
At that particular time love encouraged me to leave
At that particular moment i knew staying with you meant deserting me
That particular month was harder than you'd believe but i still left
At that particular time
Ai de mim que sou romântica...
Mutante
Rita Lee e Roberto de Carvalho
Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio de buginganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica!
Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica!
Kiss, baby, kiss me, baby
Pena que você não me quis
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim!
Romântica!
Rita Lee e Roberto de Carvalho
Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio de buginganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica!
Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica!
Kiss, baby, kiss me, baby
Pena que você não me quis
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim!
Romântica!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Muros em demolição
* * *
O que é isso?
Que me critica e me julga
Que me faz sentir culpa
Que me faz acreditar que sou louca e doente
Que reforça que sou imatura
O que é isso?
Que não respeita meus sentimentos
Que não dá valor pra dor que eu sinto
Que diz absurdas minhas atitudes
Que não me permite ser quem eu sou
O que é isso?
Que se esquece dos meus pedidos
Que me deixa em último lugar
Que desconsidera o que me é importante
Que atropela os meus desejos
O que é isso?
Que esquece das minhas razões
Que exige mudanças pra ontem
Que me castiga com afastamento e raiva
Que não acredita na minha essência divina
O que é isso?
Que só enxerga meus defeitos
Que não perdoa os meus erros
Que não acolhe a minha tristeza
Que exige de mim perfeição
O que é isso?
O que é isso tudo que eu vejo
Refletido no espelho que você me deu
Que vem sei lá de onde e parece estar fora
Mas só pode existir aqui dentro
E eu tenho permitido que exista
O que é isso?
Falta amor por mim mesma
Falta paciência com meu aprendizado
Falta respeito com o tempo que eu preciso pra esquecer
Falta compreensão
Não quero mais essa falta
Quero o carinho que eu mereço
Quero reconhecimento pelo meu esforço
Quero respeito pelo que eu sou
E acolhimento do que agora estou podendo ser
Que me critica e me julga
Que me faz sentir culpa
Que me faz acreditar que sou louca e doente
Que reforça que sou imatura
O que é isso?
Que não respeita meus sentimentos
Que não dá valor pra dor que eu sinto
Que diz absurdas minhas atitudes
Que não me permite ser quem eu sou
O que é isso?
Que se esquece dos meus pedidos
Que me deixa em último lugar
Que desconsidera o que me é importante
Que atropela os meus desejos
O que é isso?
Que esquece das minhas razões
Que exige mudanças pra ontem
Que me castiga com afastamento e raiva
Que não acredita na minha essência divina
O que é isso?
Que só enxerga meus defeitos
Que não perdoa os meus erros
Que não acolhe a minha tristeza
Que exige de mim perfeição
O que é isso?
O que é isso tudo que eu vejo
Refletido no espelho que você me deu
Que vem sei lá de onde e parece estar fora
Mas só pode existir aqui dentro
E eu tenho permitido que exista
O que é isso?
Falta amor por mim mesma
Falta paciência com meu aprendizado
Falta respeito com o tempo que eu preciso pra esquecer
Falta compreensão
Não quero mais essa falta
Quero o carinho que eu mereço
Quero reconhecimento pelo meu esforço
Quero respeito pelo que eu sou
E acolhimento do que agora estou podendo ser
Quero de mim pra mim mesma
Sim, eu quero.
Sim, eu vou ter.
Sim, eu quero.
Sim, eu vou ter.
* * *
“Construímos demasiados muros e poucas pontes.”
* * *
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Plágio
***
Mas ele vem bater na minha porta a todo momento
Insistindo em se tornar presente
Eu também não quero mais contar quanto tempo passou,
Mas as cartas chegam com data pelo correio
Como se tudo tivesse acontecido ontem
Eu também não quero mais sentir a dor da marca que restou
Mas os fatos vem cortando a pele e sangra tanto
Que faz parecer que a decisão ainda não foi tomada
Eu também não quero mais fazer perguntas
Mas as dúvidas que foram embora das suas palavras
Parecem insistir em aparecer nas suas ações
Eu também não quero mais seguir essas ilusões
Que são fruto de um coração ciumento e inseguro
Mas os sentimentos vão muito além do que a gente pensa controlar
E exigir controlar os sentimentos é o mesmo que aprofundar a faca
E mesmo diante de tantos ‘mas’,
É o brilho dos teus olhos que vale mais.
Vou me sentindo cada vez mais livre,
Vou me levando cada vez mais sem rumo,
Vou me entregando cada vez mais sem temor,
Pras dunas desse amor
; )
***
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Ontem me disseram...
* * *Ontem me disseram que as mulheres
são mesmo muito exigentes
Pensei comigo o quanto eu realmente sou
Pensei também já em quantas vezes eu não fui
Pensei no quanto eu aprendi sozinha
e com você
E no quanto eu pude amadurecer
Não quero mais fazer cobranças
nem mesmo insinuações
Nem sequer uma atitude rude
ou um tom de voz
Não quero mais ser essa alguém
cheia de certezas
que precisa tanto das certezas
pra se sentir segura
Não quero mais ouvir sua resposta
pra saber o que eu quero
Sentada aqui no chão
feito uma menina
Quero tanto te deixar ver
o quanto já sou mulher
Quero tanto que você saiba
como estou feliz contigo
Quero muito te dizer
como eu tenho conquistado
ser simplesmente EU
Será que você percebeu
meu olhar de compreensão?
Será que você viu
o quanto estou mais forte?
Até quando vai me proteger
porque talvez eu não suporte?
Queria que você soubesse
que eu tenho falado muito menos,
com o coração, às vezes, quase a explodir
Queria que você soubesse
que eu seguro o meu trem,
prestes a descarrilar,
pra não mais te atropelar
E isso é sincero
E isso é bom
Guardo aqui toda a ansiedade
de mais uma vez te ver
pra dar tempo pra sua saudade
crescer e desejar me ter
Queria sentir no seu abraço agora
a leveza que eu tento sempre transmitir,
que tanto nós buscamos juntos
e hoje, está bem aqui
Quero ver você ao meu lado
livre e com muito prazer
de ser acompanhado
são mesmo muito exigentes
Pensei comigo o quanto eu realmente sou
Pensei também já em quantas vezes eu não fui
Pensei no quanto eu aprendi sozinha
e com você
E no quanto eu pude amadurecer
Não quero mais fazer cobranças
nem mesmo insinuações
Nem sequer uma atitude rude
ou um tom de voz
Não quero mais ser essa alguém
cheia de certezas
que precisa tanto das certezas
pra se sentir segura
Não quero mais ouvir sua resposta
pra saber o que eu quero
Sentada aqui no chão
feito uma menina
Quero tanto te deixar ver
o quanto já sou mulher
Quero tanto que você saiba
como estou feliz contigo
Quero muito te dizer
como eu tenho conquistado
ser simplesmente EU
Será que você percebeu
meu olhar de compreensão?
Será que você viu
o quanto estou mais forte?
Até quando vai me proteger
porque talvez eu não suporte?
Queria que você soubesse
que eu tenho falado muito menos,
com o coração, às vezes, quase a explodir
Queria que você soubesse
que eu seguro o meu trem,
prestes a descarrilar,
pra não mais te atropelar
E isso é sincero
E isso é bom
Guardo aqui toda a ansiedade
de mais uma vez te ver
pra dar tempo pra sua saudade
crescer e desejar me ter
Queria sentir no seu abraço agora
a leveza que eu tento sempre transmitir,
que tanto nós buscamos juntos
e hoje, está bem aqui
Quero ver você ao meu lado
livre e com muito prazer
de ser acompanhado
pela mulher que ama você
* * *
sábado, 8 de dezembro de 2007
Quem somos nós de verdade?
Eu sei
Renato Russo
Sexo verbal, não faz meu estilo
Palavras são erros, e os erros são seus
Não quero lembrar, que eu erro também
Um dia pretendo, tentar descobrir
Porque é mais forte, quem sabe mentir
Não quero lembrar, que eu minto também
Eu Sei, Eu Sei.
Fecha a porta, do seu quarto
Porque se toca o telefone, pode ser alguém
Com quem você quer falar, por hora e horas e horas
A noite acabou
Talvez tenhamos que fugir, sem você
Mas não, não vá agora, quero honras e promessas
Lembranças e histórias
Somos pássaro novo, longe do ninho
Eu Sei, Eu Sei.
Renato Russo
Sexo verbal, não faz meu estilo
Palavras são erros, e os erros são seus
Não quero lembrar, que eu erro também
Um dia pretendo, tentar descobrir
Porque é mais forte, quem sabe mentir
Não quero lembrar, que eu minto também
Eu Sei, Eu Sei.
Fecha a porta, do seu quarto
Porque se toca o telefone, pode ser alguém
Com quem você quer falar, por hora e horas e horas
A noite acabou
Talvez tenhamos que fugir, sem você
Mas não, não vá agora, quero honras e promessas
Lembranças e histórias
Somos pássaro novo, longe do ninho
Eu Sei, Eu Sei.
domingo, 25 de novembro de 2007
Por inteiro
* * *
Com você quero mais a parte ousada da vida.
Quero o carinho, mais ainda o tesão.
Quero a ternura, mais ainda o sarcasmo.
Quero serenidade, mais ainda entusiasmo.
Quero sua generosidade, mais ainda sua firmeza.
Quero sua compreensão, mais ainda sua autenticidade.
Quero sua parte menino, mais ainda o Homem de você.
Já vi sua bondade, agora quero ver seu outro lado.
Quero descobrir do que é capaz.
Quero saber das suas falhas assumidas.
Quero olhar nos seus olhos sem barreiras.
E poder amar também sua maldade.
Porque a maior traição é trair a si mesmo.
Porque entrego-me toda.
E quero você sem máscaras, por inteiro.

* * *
***

“Enquanto as nossas almas e personalidades
estiverem em harmonia,
tudo será felicidade, paz e saúde”.
“O que chamamos de errado e mau
é, na realidade, o bem fora do seu lugar
e, portanto, é uma questão totalmente relativa”.
“A saúde depende de estarmos em harmonia com nossas almas”.
Dr .Edward Bach
***
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Seis anos...

Your song
Elton John
It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live
If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on
So excuse me forgetting but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
* * *
Conheci um gatinho há seis anos atrás.
Foi uma canção que ele compôs que me conquistou.
Hoje, depois de todas as reviravoltas e aprendizados, estamos juntos.
Descobri o que é respeitar as diferenças.
Aprendi a admirar suas qualidades e não valorizar os defeitos.
Percebi o quanto é bom compreender e amar de verdade!
Como disse o poeta, "que seja eterno enquanto dure".
E tenho o desejo sincero de que a vida continue nos transformando e, mesmo assim, tornando coincidentes os nossos caminhos!
Gato, TE AMO!!
* * *
domingo, 28 de outubro de 2007
Perguntas?
O que é o amor verdadeiro?
Quanto você se entrega para seu homem ou sua mulher?
Quanto vale a pena se entregar?
Você confia nele ou nela?
Quanto vale a pena confiar?
Você é digno de confiança?
E se você se engana?
E se você descobre algo sujo?
E se você descobre que é mais ilusão do que verdade?
E se você descobre que é verdade?
Perguntas sem resposta?
***
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Paz
"Condições exteriores só podem nos fazer felizes
se nossa mente estiver em paz.
Se não estivermos em paz, não seremos felizes
ainda que as condições exteriores sejam perfeitas."
Geshe Kelsang Gyatso
* * *

Verdade verdadeira. Vejo, no meu dia-a-dia no hospital e na vida afora, pessoas buscando um "remedinho", mas não que estejam com algum problema mais sério... "é só pra ficar mais tranquilo"... "Terapia? Nem pensar"... Claro. Quem vai querer olhar o monstro dentro de si?
Só que enquanto vai-se tapando o sol com a peneira, o bicho vai crescendo dentro do peito. Quando se vê, não dá mais pra segurar com remedinho... já virou doença mesmo, depressão, ansiedade ou coisa pior.
A verdade é que não tem fórmula mágica. A gente descobre o caminho encarando o sofrimento e acolhendo-se. Nenhum remédio funciona quando a pessoa não está disposta a fazer mudanças. E pra mudar tem um montão de jeitos. É só cada qual descobrir o seu.
Gostaria de dar a fórmula mágica pros meus pacientes. Seria fácil pra mim e pra eles. Mas a vida quer mais da gente. Quer ver a nossa coragem, quer ver a nossa força. E quando se quer lá no íntimo, consegue-se!
Sabe o que eu acho? Que força demais até atrapalha. Se eu fosse dar uma dica pra eles seria ter menos culpa e deixar a "vida te levar". Não dá pra controlar tudo como a gente queria! Aceitar a dor torna-a muito mais leve e suportável!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Escolhas
"Nossa vida é feita de escolhas,
não das escolhas feitas ontem
ou das escolhas que pretendemos fazer amanhã.
As escolhas que valem
são as que fazemos agora."
Dom Itamar Vian
Frei Aldo Colombo
* * *
Minha escolha hoje é a melhor
que já fiz em toda a minha vida:
olhar para quem eu sou,
buscar o meu centro
e descobrir o meu caminho.
domingo, 21 de outubro de 2007
Ditados Chineses
O maior adversário não é o oponente, e sim você mesmo.
***
Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces.
***
Na mesma medida em que você não pode perdoar o próximo por ser diferente, você está distante da sabedoria.
***
Se a tranquilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranquilidade do espírito?
Chuang Tzu
O homem tem três caminhos para agir sabiamente: o primeiro, a meditação, é o mais nobre; o segundo é a imitação, o caminho mais fácil; o terceiro é a experiência - esse é o mais amargo.
Confúcio
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Saudade
Aonde quer que eu vá
Os Paralamas do Sucesso
Olhos fechados pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Já não consigo não pensar em você
Já não consigo não pensar em você
* * *
Os Paralamas do Sucesso
Olhos fechados pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Já não consigo não pensar em você
Já não consigo não pensar em você
* * *
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Reflexões sobre o amor...
Encontrei o texto que se segue no jornal O Globo do dia 30/09/07.
Achei fantástico e, sem dúvida nenhuma, ele traz mil e uma discussões...
Vale a pena perder um tempinho e ler!
***
Amo você quando não é você
Martha Medeiros
"Parece aquelas notícias de jornal popular, mas merece uma página inteira na imprensa nobre. Escute só: um casal em crise estava, cada um, em segredo, trocando e-mails com um pretendente virtual. Ela querendo ver o maridopelas costas e totalmente envolvida pelo cara com quem teclava todos os dias. E o marido querendo que a bruaca evaporasse para poder curtir a gata que conheceu em um chat. Você certamente já matou a charada: cada um marcou um encontro às ganhas com seu amor e, shazam!, descobriram que estavam teclando um com o outro sem saber.
Ou seja, marido e mulher não se amavam mais, porém se apaixonaram um pelo outro na internet, usando pseudônimos. Imagine a cena: você se arruma para um primeiro encontro com alta carga erótica e dá de cara com seu cônjuge. Eu iria rir da situação e tentaria reinvestir no casamento desgastado, dessa vez estabelecendo novos códigos, mas o casal em questão não teve senso de humor e pediu o divórcio, alegando que eles estavam sendo “traídos”. Moralismo nessa hora?
Não é preciso teses nem seminários: este fato, isoladamente, consegue explicar e exemplificar o ponto frágil dos casamentos de longa duração. Todo ser humano é vaidoso – uns mais, outros menos – e essa vaidade se estende ao campo da sedução. Por mais que a gente ame a pessoa com quem se casou, a passagem do tempo reduz o feedback sexual. As transas podem até continuar prazerosas e relativamente assíduas, mas já não temos certeza se seríamos capazes de chamar a atenção de alguém que nada soubesse sobre nós, e essa é uma necessidade que não esmorece nunca: seguimos interessantes? Seguimos atraentes? E a pergunta mais séria entre todas: depois de tanto tempo fundidos com um parceiro, sabemos ainda quem somos nós?
Sendo assim, ficamos suscetíveis a uma paquera. Pela internet, parece seguro, sem conseqüências, mas não impede que nos apaixonemos – nem tanto pelo outro, mas principalmente por nós mesmos! Recuperamos a adolescência perdida: nos tornamos novamente audazes, sedutores e jovens – paixão rejuvenesce mais que botox. É a chance para a gente se reinventar e ganhar uma sobrevida nesse mausoléu de sentimentos chamado “estabilidade afetiva”. Não, você não, que é de outra estirpe. Estou falando de gente comum.
Este casal pagou um mico, mas fez um alerta à humanidade: somos capazes de nos apaixonar por quem já fomos apaixonados, desde que essa pessoa se apresente a nós como uma novidade e nos dê também a chance de sermos quem a gente ainda não foi. Este marido, que em casa talvez fosse carrancudo e desleixado, revelou-se bem humorado e empreendedor para sua nova “namorada”. A esposa, que em casa talvez bocejasse pelos cantos, mostrou-se alegre e entusiasmada para o novo “namorado”. Estavam o tempo inteiro conversando com quem conheciam há anos, mas, da forma que se apresentaram, desconheciam-se.
Já escrevi uma vez sobre esse tema: a gente se apaixona para corrigir nosso passado. Agora fica claro que podemos corrigir nosso passado com os prórpios protagonistas do nosso passado, desde que eles nos enxerguem com olhos mais curiosos, com um coração mais disposto e que acenem com um novo futuro."
Martha Medeiros
"Parece aquelas notícias de jornal popular, mas merece uma página inteira na imprensa nobre. Escute só: um casal em crise estava, cada um, em segredo, trocando e-mails com um pretendente virtual. Ela querendo ver o maridopelas costas e totalmente envolvida pelo cara com quem teclava todos os dias. E o marido querendo que a bruaca evaporasse para poder curtir a gata que conheceu em um chat. Você certamente já matou a charada: cada um marcou um encontro às ganhas com seu amor e, shazam!, descobriram que estavam teclando um com o outro sem saber.
Ou seja, marido e mulher não se amavam mais, porém se apaixonaram um pelo outro na internet, usando pseudônimos. Imagine a cena: você se arruma para um primeiro encontro com alta carga erótica e dá de cara com seu cônjuge. Eu iria rir da situação e tentaria reinvestir no casamento desgastado, dessa vez estabelecendo novos códigos, mas o casal em questão não teve senso de humor e pediu o divórcio, alegando que eles estavam sendo “traídos”. Moralismo nessa hora?
Não é preciso teses nem seminários: este fato, isoladamente, consegue explicar e exemplificar o ponto frágil dos casamentos de longa duração. Todo ser humano é vaidoso – uns mais, outros menos – e essa vaidade se estende ao campo da sedução. Por mais que a gente ame a pessoa com quem se casou, a passagem do tempo reduz o feedback sexual. As transas podem até continuar prazerosas e relativamente assíduas, mas já não temos certeza se seríamos capazes de chamar a atenção de alguém que nada soubesse sobre nós, e essa é uma necessidade que não esmorece nunca: seguimos interessantes? Seguimos atraentes? E a pergunta mais séria entre todas: depois de tanto tempo fundidos com um parceiro, sabemos ainda quem somos nós?
Sendo assim, ficamos suscetíveis a uma paquera. Pela internet, parece seguro, sem conseqüências, mas não impede que nos apaixonemos – nem tanto pelo outro, mas principalmente por nós mesmos! Recuperamos a adolescência perdida: nos tornamos novamente audazes, sedutores e jovens – paixão rejuvenesce mais que botox. É a chance para a gente se reinventar e ganhar uma sobrevida nesse mausoléu de sentimentos chamado “estabilidade afetiva”. Não, você não, que é de outra estirpe. Estou falando de gente comum.
Este casal pagou um mico, mas fez um alerta à humanidade: somos capazes de nos apaixonar por quem já fomos apaixonados, desde que essa pessoa se apresente a nós como uma novidade e nos dê também a chance de sermos quem a gente ainda não foi. Este marido, que em casa talvez fosse carrancudo e desleixado, revelou-se bem humorado e empreendedor para sua nova “namorada”. A esposa, que em casa talvez bocejasse pelos cantos, mostrou-se alegre e entusiasmada para o novo “namorado”. Estavam o tempo inteiro conversando com quem conheciam há anos, mas, da forma que se apresentaram, desconheciam-se.
Já escrevi uma vez sobre esse tema: a gente se apaixona para corrigir nosso passado. Agora fica claro que podemos corrigir nosso passado com os prórpios protagonistas do nosso passado, desde que eles nos enxerguem com olhos mais curiosos, com um coração mais disposto e que acenem com um novo futuro."
***
A primeira idéia que me veio à cabeça, logo que li a primeira vez, é o quanto somos múltiplos EUs em um só. Logo em seguida, como a força do hábito nos impede de explorar todas as nossas potencialidades! Mas quando falamos especificamente de relacionamentos duradouros, concordo com a autora que o tema é bem importante.
Acredito num ser humano que evolui durante toda a vida. Somos instáveis por essência e é impossível sermos os mesmos que éramos há um ano atrás... O que seria uma vida muito triste e congelada, diga-se de passagem. Mas o Deus, ou quem quer que seja, nos criou assim, infinitos de possibilidades!
Ora, budegas, alguém me explica então por que nos paralisamos de forma tão cruel e enfadonha no relacionamento que escolhemos para durar anos em nossas vidas? E o que é pior: não precisa chegar a uma traição, nem que seja de brincadeirinha na internet... Somos capazes de continuar evoluindo, nos tornando mais amadurecidos, atraentes, seguros, e tudo isso quando estamos longe da atual companhia. Entre os amigos mesmo (do sexo oposto), com colegas de trabalho, até com novos conhecidos!!! E o que sobra pro relacionamento é a parte chata, mesquinha, habitual, da qual nós mesmos já estamos de saco cheio...
Então, ouvimos do companheiro ou companheira que somos chatos, estressados, acomodados, ou isso fica nas entrelinhas. Mas do lado de fora, "quanta gente reparou em novidades minhas que o fulano não valoriza" ou "quantas mulheres perceberam como eu estou mais sedutor, e a fulana nem vê". Claro! A pobre coitada não vê porque seu querido não mostra nada disso pra ela! E o infeliz não dá valor porque ela nunca deixou ele perceber!
Quando descobrimos que podemos ter toda essa sedução e paquera com a pessoa que mais queríamos ter, o relacionamento se transforma! Nessas horas, muitas vezes, recuperamos a magia que fez o outro se apaixonar pela primeira vez, só que melhorada, mais criativa e mais atraente. Descobrimos que temos a liberdade de ser e fazer o que quisermos e a pessoa amada não vai deixar de amar. Ela se encantará mais e isso renova e reforça o amor! Muitas vezes queremos ser exatamente aquilo que o outro sente falta, e nem nos damos conta!
Se a carapuça serviu, eis aqui o meu desafio: SEJA VOCÊ MESMO, NO PRESENTE, E QUEBRE A FORÇA DOS HÁBITOS DO PASSADO! Vai se surpreender...
domingo, 30 de setembro de 2007
Às vezes, basta um olhar...
Luz dos Olhos
Nando Reis
Ponho os meus olhos em você, se você está
Dona dos meus olhos é você, avião no ar
Um dia pra esses olhos sem te ver, é como chão do mar
Liga o rádio a pilha a TV, só pra você escutar
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora
Os meus olhos vibram ao te ver, são dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros pra poder, melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer, é só você se afastar
Pinta os lábios para escrever, a sua boca em minha
E a nossa música eu fiz agora, lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo, eu te peço vem
Diga que você me quer, porque eu te quero também
Faço as pazes lembrando
Passo as tardes tentando lhe telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora
E eu vou guiando,
Eu te espero vem
Siga aonde vão meus pés
Que eu te sigo também
Porque eu eu te amo, e eu berro vem
Grita que você me quer, porque eu te quero também
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Feminino pra quê?

Acho que o mundo de hoje perdeu a noção do que é o feminino.
Desde o século passado, revoluções aconteceram para que a mulher tivesse os mesmos direitos que os homens, e algo ficou largado no chão, pelo caminho, sem que ninguém percebesse!
Na sociedade de hoje, precisa-se ter voz ativa, determinação, autoridade, liderança, e qualquer outra dessas qualidades masculinas. Não as desmereço, sem dúvida. São de extrema importância para uma homeostase da mente. Também existem na mulher e lhe dão o equilíbrio.
Mas onde foi parar a sensibilidade? Cadê aquele não-sei-quê de mulher que tornava a vida leve e doce? Por que, para atingir o estado de ser dinâmico e potente, há de se perder a candura?
Ouvi dizer que atualmente qualquer demonstração de feminilidade é tida como histeria, no mínimo. É a expressão da sensibilidade que luta, agoniza e se sufoca nessa selva de pedra. E pede, com sua fragilidade, “por favor, não me mate”.
Parando para refletir, vê-se que a intuição, o jogo de cintura, e o apaixonamento diário pela vida vêm da mulher. E não torna os problemas mais intensos nem mais difíceis de resolver, pelo contrário. É esse feminino dentro de cada um que dá o sabor, sente, vive e encontra respostas com a paciência de uma mãe.
A energia feminina também é guerreira, de uma maneira toda especial, quando bem canalizada. Mas não tem encontrado seu espaço. Há mulheres agressivas demais, outras fortes demais, outras ativas demais. Quase todas querem ser homens e esqueceram da sua essência! E quando uma atitude delicada se manifesta, é criticada. E quando é criticada, em vez de se defender, se sente absurda. É considerada um grande erro e precisa ser esmagada imediatamente. “Pare agora mesmo de ser mulher! Ora, que ridícula!!”
O pior é que as mulheres, ludibriadas, concordam. E aí estão, sofrendo, tentando se enquadrar para serem aceitas. Talento, pelo menos este, que é muito feminino: abrir mão de si mesma pelo outro. Caíram na conversa desse canalha que paira no ar, dizendo que irá amá–las assim que elas seguirem exatamente o modelo masculino. Então, se esforçam para ser independentes, não mostrar fragilidade, não desejar acolhimento, não ligar mais se não receberam flores, esconder seus sentimentos... Quantas mulheres vivem assim e vivem infelizes? Será que é isso mesmo que os homens querem? Quando o relacionamento vai mal, chata é a mulher. Queria ver o que aconteceria se todas virassem, de vez, uns machões. Algum homem iria querer?
E o que resulta disso são homens cada vez menos interessados. Esqueceram de procurar a delicadeza que lhes completava e acham que estão bem assim. Deparam-se com mulheres tão superpoderosas que para eles não sobra papel algum. A função de provedor e protetor, que antes o homem desempenhava (com muito gozo, não sejamos hipócritas), ficou diluída no meio dessa cultura “seja macho”. Talvez eles mesmos tenham colaborado para que seja dessa forma.
O que aconteceu com a humanidade? Está tudo ao contrário e cada um está cada vez mais sozinho. Não entendo como mulheres e homens conseguem continuar se encontrando! Não é essa a liberdade que nossos avós desejavam!
Desde o século passado, revoluções aconteceram para que a mulher tivesse os mesmos direitos que os homens, e algo ficou largado no chão, pelo caminho, sem que ninguém percebesse!
Na sociedade de hoje, precisa-se ter voz ativa, determinação, autoridade, liderança, e qualquer outra dessas qualidades masculinas. Não as desmereço, sem dúvida. São de extrema importância para uma homeostase da mente. Também existem na mulher e lhe dão o equilíbrio.
Mas onde foi parar a sensibilidade? Cadê aquele não-sei-quê de mulher que tornava a vida leve e doce? Por que, para atingir o estado de ser dinâmico e potente, há de se perder a candura?
Ouvi dizer que atualmente qualquer demonstração de feminilidade é tida como histeria, no mínimo. É a expressão da sensibilidade que luta, agoniza e se sufoca nessa selva de pedra. E pede, com sua fragilidade, “por favor, não me mate”.
Parando para refletir, vê-se que a intuição, o jogo de cintura, e o apaixonamento diário pela vida vêm da mulher. E não torna os problemas mais intensos nem mais difíceis de resolver, pelo contrário. É esse feminino dentro de cada um que dá o sabor, sente, vive e encontra respostas com a paciência de uma mãe.
A energia feminina também é guerreira, de uma maneira toda especial, quando bem canalizada. Mas não tem encontrado seu espaço. Há mulheres agressivas demais, outras fortes demais, outras ativas demais. Quase todas querem ser homens e esqueceram da sua essência! E quando uma atitude delicada se manifesta, é criticada. E quando é criticada, em vez de se defender, se sente absurda. É considerada um grande erro e precisa ser esmagada imediatamente. “Pare agora mesmo de ser mulher! Ora, que ridícula!!”
O pior é que as mulheres, ludibriadas, concordam. E aí estão, sofrendo, tentando se enquadrar para serem aceitas. Talento, pelo menos este, que é muito feminino: abrir mão de si mesma pelo outro. Caíram na conversa desse canalha que paira no ar, dizendo que irá amá–las assim que elas seguirem exatamente o modelo masculino. Então, se esforçam para ser independentes, não mostrar fragilidade, não desejar acolhimento, não ligar mais se não receberam flores, esconder seus sentimentos... Quantas mulheres vivem assim e vivem infelizes? Será que é isso mesmo que os homens querem? Quando o relacionamento vai mal, chata é a mulher. Queria ver o que aconteceria se todas virassem, de vez, uns machões. Algum homem iria querer?
E o que resulta disso são homens cada vez menos interessados. Esqueceram de procurar a delicadeza que lhes completava e acham que estão bem assim. Deparam-se com mulheres tão superpoderosas que para eles não sobra papel algum. A função de provedor e protetor, que antes o homem desempenhava (com muito gozo, não sejamos hipócritas), ficou diluída no meio dessa cultura “seja macho”. Talvez eles mesmos tenham colaborado para que seja dessa forma.
O que aconteceu com a humanidade? Está tudo ao contrário e cada um está cada vez mais sozinho. Não entendo como mulheres e homens conseguem continuar se encontrando! Não é essa a liberdade que nossos avós desejavam!
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Ponto de vista
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse. – Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
- Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.
A vida é simples!
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
A sagrada flor
A flor de Lótus é venerada na Índia e no Japão, e Oráculo disse que essa era a flor símbolo da espiritualidade; a mais admirada de todas, do "lado de lá", por suas qualidades.
A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras. É também a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, a mesma temperatura do corpo humano. O botão da flor tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam. Assim, para os Chineses, o passado, o presente e o futuro estão simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.
Nas gravuras indianas, deuses costumam aparecer em pé ou sentado sobre a flor. Isto ocorre com as representações do deus elefante (Ganesha), Lakshmi (a deusa da prosperidade) e Shiva, O destruidor. Krishna têm a seus pés algumas flores de Lótus, que são chamados pada-kamala (pés-de-Lótus). A tradição budista nos relata que quando Siddhartha (que mais tarde se tornaria o Buda) tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Representa, assim, que cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual.
Tanto que o conhecimento espiritual supremo é comparado ao florescimento do Lótus de mil pétalas no topo da cabeça, como é chamada a expansão do chakra coronário, e seria o equivalente à auréola dos santos da Igreja Católica.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Mãe Sereia

Estive lá novamente
A Rainha me saudou
Entreguei minha pérola mais pura
E recebi presentes especiais
Pequenas jóias em formato de conchas
Renovei as energias
Ouvi seu canto e seu silêncio
Deixei tocar meu coração
Paz e Purificação
Se setenta por cento de mim é água
E também setenta por cento do planeta
Entro em comunhão com minha Mãe Sereia
Sinto a divindade fora e dentro de mim
E sigo à beira das ondas
Vibrando a essência da vida
A Rainha me saudou
Entreguei minha pérola mais pura
E recebi presentes especiais
Pequenas jóias em formato de conchas
Renovei as energias
Ouvi seu canto e seu silêncio
Deixei tocar meu coração
Paz e Purificação
Se setenta por cento de mim é água
E também setenta por cento do planeta
Entro em comunhão com minha Mãe Sereia
Sinto a divindade fora e dentro de mim
E sigo à beira das ondas
Vibrando a essência da vida
sábado, 4 de agosto de 2007
Quem são meus amigos...
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
(não sei se o texto realmente é do Oscar Wilde, afinal essas coisas que recebemos pela net não são confiáveis! Mas vale a beleza do texto!)
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
(não sei se o texto realmente é do Oscar Wilde, afinal essas coisas que recebemos pela net não são confiáveis! Mas vale a beleza do texto!)
terça-feira, 31 de julho de 2007
Um pouquinho de Ana

Trancado
Ana Carolina
Eu tranco a porta
Pra todas as mentiras
E a verdade também está lá fora
Agora a porta está trancada
A porta fechada
Me lembra você a toda hora
A hora me lembra o tempo que se perdeu
Perder é não ter a bússola
É não ter aquilo que era seu
E o que você quer?
Orientação?
Eu tranco a porta pra todos os gritos
E o silêncio também está lá fora
Agora a porta está trancada
Eu pulo as janelas
Será que eu tô trancada aqui dentro?
Será que você tá trancado lá fora?
Será que eu ainda te desoriento?
Será que as perguntas são certas?
Então eu me tranco em você
E deixo as portas abertas
Ana Carolina
Eu tranco a porta
Pra todas as mentiras
E a verdade também está lá fora
Agora a porta está trancada
A porta fechada
Me lembra você a toda hora
A hora me lembra o tempo que se perdeu
Perder é não ter a bússola
É não ter aquilo que era seu
E o que você quer?
Orientação?
Eu tranco a porta pra todos os gritos
E o silêncio também está lá fora
Agora a porta está trancada
Eu pulo as janelas
Será que eu tô trancada aqui dentro?
Será que você tá trancado lá fora?
Será que eu ainda te desoriento?
Será que as perguntas são certas?
Então eu me tranco em você
E deixo as portas abertas
Meu refúgio

Lá estava eu, mais uma vez, no mesmo lugar
Areia sob os pés
Azul sobre a cabeça
Ouvindo o som da canção mais bela da natureza
O som que me acalma e me faz encontrar meu centro
A brisa leve e gélida do inverno levava meus cabelos
O sol tímido, tentava aquecer, hesitante e remansoso
Há um ano exatamente estive ali, cheia de perguntas
E agora, cheia de respostas, novas perguntas o mar me traz
E em meio a tantos pensamentos
No estouro das ondas, vejo pequenos milagres de sete cores
Nuances de arco-íris a enfeitar a espuma, a cada instante
Mostrando que é a simplicidade desses momentos que vale mais
E que tudo que se vive tem sua cor, se soubermos parar para ver
Areia sob os pés
Azul sobre a cabeça
Ouvindo o som da canção mais bela da natureza
O som que me acalma e me faz encontrar meu centro
A brisa leve e gélida do inverno levava meus cabelos
O sol tímido, tentava aquecer, hesitante e remansoso
Há um ano exatamente estive ali, cheia de perguntas
E agora, cheia de respostas, novas perguntas o mar me traz
E em meio a tantos pensamentos
No estouro das ondas, vejo pequenos milagres de sete cores
Nuances de arco-íris a enfeitar a espuma, a cada instante
Mostrando que é a simplicidade desses momentos que vale mais
E que tudo que se vive tem sua cor, se soubermos parar para ver
segunda-feira, 30 de julho de 2007
"Sete maneiras seguras de dar com uma mulher em doida"
Amigos leitores (ou leitorAs),
Encontrei este texto navegando em outros blogs... A autora é de Portugal.
Merece nossa atenção, ou pelo menos, boas risadas!
http://salaecozinha.blogspot.com/2007/07/sete-maneiras-seguras-de-dar-com-uma.html
Beijos, Nina
Encontrei este texto navegando em outros blogs... A autora é de Portugal.
Merece nossa atenção, ou pelo menos, boas risadas!
http://salaecozinha.blogspot.com/2007/07/sete-maneiras-seguras-de-dar-com-uma.html
Beijos, Nina
sábado, 28 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Das ilusões
Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio!
Mário Quintana
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio!
Mário Quintana
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Mensagem na canção
Por onde andei
Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pra uma criança
Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
É que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Nando Reis
Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pra uma criança
Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
É que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
terça-feira, 24 de julho de 2007
PEDIDO DE UMA CRIANÇA
Sabem, reencontrei um texto antigo que sempre considerei muito inteligente em matéria de como criar seus filhos!
Andei relendo e percebi que alguns pontos valem pra qualquer idade, praqueles momentos que a nossa criança interior aparece pra fazer pirraça, mimada, ou mostrar a sabedoria e simplicidade da nossa infância!
Se vocês conhecem alguém com filhos, enviem por e-mail, imprimam e levem para os pais, mandem pelo correio... Estarão colaborando para a formação de uma criança!
Aí vai o texto:
PEDIDO DE UMA CRIANÇA
* Não tenha medo de ser firme comigo. Prefiro assim. Isso faz com que eu me sinta mais seguro.
* Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que peço. Só estou experimentando vocês.
* Não deixem que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado. Não me corrijam com raiva nem o façam na presença de estranhos. Aprendo muito mais se falarem com calma e em particular.
* Não me protejam das conseqüências dos meus erros. Às vezes, eu preciso aprender pelo caminho mais áspero.
* Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para obter a atenção que desejo.
* Não façam promessas que não poderão cumprir. Lembrem-se de que isso me deixará profundamente desapontado.
* Não ponham muito à prova a minha honestidade. Sou facilmente tentado a dizer mentiras.
* Não mostrem Deus carrancudo e vingativo. Isso me afastará dele.
* Não desconversem quando faço perguntas, senão procurarei na rua as respostas que não tive em casa.
* Não me mostrem pessoas perfeitas e infalíveis. Ficarei muito chocado quando descobrir algum erro delas.
* Não digam que não conseguem me controlar. Eu julgarei que sou mais forte que vocês.
* Não digam que meus termos são bobos, e sim, me ajudem a compreendê-los.
* Não me tratem como pessoa sem personalidade. Lembrem-se de que tenho meu próprio jeito.
* Não me apontem continuamente os defeitos das pessoas que me cercam. Isso criará em mim um espírito intolerante.
* Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo.
* Não desistam de ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo. No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram.
Andei relendo e percebi que alguns pontos valem pra qualquer idade, praqueles momentos que a nossa criança interior aparece pra fazer pirraça, mimada, ou mostrar a sabedoria e simplicidade da nossa infância!
Se vocês conhecem alguém com filhos, enviem por e-mail, imprimam e levem para os pais, mandem pelo correio... Estarão colaborando para a formação de uma criança!
Aí vai o texto:
PEDIDO DE UMA CRIANÇA
* Não tenha medo de ser firme comigo. Prefiro assim. Isso faz com que eu me sinta mais seguro.
* Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que peço. Só estou experimentando vocês.
* Não deixem que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado. Não me corrijam com raiva nem o façam na presença de estranhos. Aprendo muito mais se falarem com calma e em particular.
* Não me protejam das conseqüências dos meus erros. Às vezes, eu preciso aprender pelo caminho mais áspero.
* Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para obter a atenção que desejo.
* Não façam promessas que não poderão cumprir. Lembrem-se de que isso me deixará profundamente desapontado.
* Não ponham muito à prova a minha honestidade. Sou facilmente tentado a dizer mentiras.
* Não mostrem Deus carrancudo e vingativo. Isso me afastará dele.
* Não desconversem quando faço perguntas, senão procurarei na rua as respostas que não tive em casa.
* Não me mostrem pessoas perfeitas e infalíveis. Ficarei muito chocado quando descobrir algum erro delas.
* Não digam que não conseguem me controlar. Eu julgarei que sou mais forte que vocês.
* Não digam que meus termos são bobos, e sim, me ajudem a compreendê-los.
* Não me tratem como pessoa sem personalidade. Lembrem-se de que tenho meu próprio jeito.
* Não me apontem continuamente os defeitos das pessoas que me cercam. Isso criará em mim um espírito intolerante.
* Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo.
* Não desistam de ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo. No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram.
domingo, 22 de julho de 2007
Muito obrigada!
Às leitoras especiais, amigas irmãs, o meu MUITO OBRIGADA.
Vem do coração, com carinho e gratidão.
Por todo apoio nos tempos difíceis, pelas palavras de incentivo, por acreditar e estar aqui.
Vocês foram essenciais e ainda são.
Não sei nem como retribuir!
Beijo grande a todas!!
Despedida
Estou na plataforma
O trem já vai partir
A brisa sopra fina e fria
Levanto o lenço em vão
Ninguém pode ver a alma
Quando diz que vai embora
Os sonhos vão primeiro
Resta apenas ir atrás
Despeço-me cordialmente
Mas ninguém vai escutar
Vou-me embora para Passárgada
Para poder me encontrar
Adeus, não há com o que se preocupar
Vou ao Cairo ou Bagdá
Deve estar por lá
Aquele brilho no olhar
Vou na Índia ou no Tibet
Mas não devo demorar
Quando o sonho cria asas e foge
Estou pronta para voar
Quem sabe lá na Babilônia
Ou Atlântida vou visitar
Deixo aqui um grande beijo
E nada mais a perturbar
Deixo aqui a despedida
Que não quero incomodar
Para que ninguém perceba
Fica a casca em meu lugar
Digo adeus e já vou indo
Pra um lugar mais colorido
A saudade se supera
Não é este o meu lugar
O trem já vai partir
A brisa sopra fina e fria
Levanto o lenço em vão
Ninguém pode ver a alma
Quando diz que vai embora
Os sonhos vão primeiro
Resta apenas ir atrás
Despeço-me cordialmente
Mas ninguém vai escutar
Vou-me embora para Passárgada
Para poder me encontrar
Adeus, não há com o que se preocupar
Vou ao Cairo ou Bagdá
Deve estar por lá
Aquele brilho no olhar
Vou na Índia ou no Tibet
Mas não devo demorar
Quando o sonho cria asas e foge
Estou pronta para voar
Quem sabe lá na Babilônia
Ou Atlântida vou visitar
Deixo aqui um grande beijo
E nada mais a perturbar
Deixo aqui a despedida
Que não quero incomodar
Para que ninguém perceba
Fica a casca em meu lugar
Digo adeus e já vou indo
Pra um lugar mais colorido
A saudade se supera
Não é este o meu lugar
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Sábias palavras
Eu trabalho num hospital psiquiátrico.
Hoje atendi um paciente "alcoolista" - é assim que chamam os alcoólatras hoje em dia. Quando ele conversava comigo, disse sábias palavras:
"Julgar é fácil.
Compreender é difícil."
Ele tem uma história de vida triste, mas não preciso falar disso aqui. O que importa é que ele tem bastante dificuldade de articular as palavras e se comunica com muito auxílio dos gestos. A família pouco o aceita e acha que ele é simplesmente um irresponsável, que não quer melhorar. Mas isso é uma mentira. Ele sofre.
Dessa forma são todos os pacientes do hospital. Engraçado... Trabalhar num hospital psiquiátrico é mesmo uma coisa de louco... Ninguém lá dentro é normal. Da faxineira ao diretor!
E eu vou simplesmente aprendendo com a loucura. A minha e a dos outros.
Quando um paciente está muito agitado a ponto de colocar em risco as pessoas ao seu redor: injeção de calmante. Ele fica dopado e dorme e retoma-se a segurança. Parece descaso, mas precisa ser assim. No outro dia um rapaz colocou fogo no colchão e ameaçou continuar fazendo bagunça até deixarem ele sair. Imaginem o que poderia ter acontecido se o companheiro de quarto não tivesse acordado para chamar alguém?
Quando a loucura domina e faz ferir todos ao seu redor, a melhor opção é trancar o leão numa jaula. Não é necessário fazer todos sofrerem. Na hora do desespero, se é capaz de fazer sofrer muito quem está ao lado. As pessoas amadas não tem a obrigação de compreender. Como meu paciente disse, compreender é muito difícil. É difícil porque dói.
Então é isso. Vou trancar o meu leão numa jaula, bem quietinho e adormecido, antes que ele cause um grande estrago... Tomara que a minha jaula não arrebente...
Hoje atendi um paciente "alcoolista" - é assim que chamam os alcoólatras hoje em dia. Quando ele conversava comigo, disse sábias palavras:
"Julgar é fácil.
Compreender é difícil."
Ele tem uma história de vida triste, mas não preciso falar disso aqui. O que importa é que ele tem bastante dificuldade de articular as palavras e se comunica com muito auxílio dos gestos. A família pouco o aceita e acha que ele é simplesmente um irresponsável, que não quer melhorar. Mas isso é uma mentira. Ele sofre.
Dessa forma são todos os pacientes do hospital. Engraçado... Trabalhar num hospital psiquiátrico é mesmo uma coisa de louco... Ninguém lá dentro é normal. Da faxineira ao diretor!
E eu vou simplesmente aprendendo com a loucura. A minha e a dos outros.
Quando um paciente está muito agitado a ponto de colocar em risco as pessoas ao seu redor: injeção de calmante. Ele fica dopado e dorme e retoma-se a segurança. Parece descaso, mas precisa ser assim. No outro dia um rapaz colocou fogo no colchão e ameaçou continuar fazendo bagunça até deixarem ele sair. Imaginem o que poderia ter acontecido se o companheiro de quarto não tivesse acordado para chamar alguém?
Quando a loucura domina e faz ferir todos ao seu redor, a melhor opção é trancar o leão numa jaula. Não é necessário fazer todos sofrerem. Na hora do desespero, se é capaz de fazer sofrer muito quem está ao lado. As pessoas amadas não tem a obrigação de compreender. Como meu paciente disse, compreender é muito difícil. É difícil porque dói.
Então é isso. Vou trancar o meu leão numa jaula, bem quietinho e adormecido, antes que ele cause um grande estrago... Tomara que a minha jaula não arrebente...
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Quando a gente cresce...
Quando somos bem jovens e ainda estamos fazendo muitos planos para o futuro, acreditamos em muita coisa. Temos muitos sonhos e pensamos que devemos segui-los até o fim. Acreditamos nas pessoas e na vida e que tudo vai dar certo se tivermos coragem.
Mas o tempo passa e nós amadurecemos. Parece que aos poucos vamos modificando. Parece que aos poucos vamos perdendo o brilho e a coragem e nos tornando iguais a todo mundo. Vamos percebendo que algumas coisas não são tão fáceis como pareciam. Vamos percebendo que o tal “impossível” às vezes acontece, sim. E nos desanimamos. Parece que é assim que “os adultos” se tornam pessoas amargas e sem coragem. E então vem o pensamento “Logo eu, que acreditava tanto...”
Quando crescemos, vamos mudando, vamos nos adaptando a cada frustração. E parece que nos tornamos piores. E as pessoas ao redor também. Aquelas pessoas que acreditávamos que eram incríveis e originais, vão mudando também. Vão crescendo também. E vão se tornando pequenas. Nossos pais que eram super-heróis, se tornam humanos. Nossos amigos se afastam. Algumas pessoas especiais mudam tanto que não reconhecemos mais. E enquanto os outros ao nosso redor vão perdendo a coragem, como uma febre, nos contagiamos e vamos nos tornando melancólicos e descrentes da vida. Vamos desistindo dos sonhos e nos conformando com pouco. Vamos desistindo dos outros e nos tornando solitários, porque na verdade, descobrimos que os outros pouco podem ajudar nos nossos problemas.
Que esquisito! Diante disso tudo, continuo a querer acreditar que não é assim, que não é verdade. Talvez seja só a maioria, talvez alguns consigam continuar autênticos. Mas esses parecem ser tão raros. Parece prepotência acreditar que podemos fazer diferente. Somos tão comuns quanto todos os outros que desistiram daqueles pensamentos adolescentes.
E agora, que estamos “adultos”, é hora de descobrir novos caminhos. Construir tudo de novo, encarando as dificuldades da realidade. É hora de descobrir nossas próprias verdades. E talvez tentar resgatar os sonhos de uma maneira nova, com mais consciência, com mais pé no chão.
E vocês leitores? O que acham disso tudo? Será que percebem tudo isso também ou fui eu que enlouqueci?
Mas o tempo passa e nós amadurecemos. Parece que aos poucos vamos modificando. Parece que aos poucos vamos perdendo o brilho e a coragem e nos tornando iguais a todo mundo. Vamos percebendo que algumas coisas não são tão fáceis como pareciam. Vamos percebendo que o tal “impossível” às vezes acontece, sim. E nos desanimamos. Parece que é assim que “os adultos” se tornam pessoas amargas e sem coragem. E então vem o pensamento “Logo eu, que acreditava tanto...”
Quando crescemos, vamos mudando, vamos nos adaptando a cada frustração. E parece que nos tornamos piores. E as pessoas ao redor também. Aquelas pessoas que acreditávamos que eram incríveis e originais, vão mudando também. Vão crescendo também. E vão se tornando pequenas. Nossos pais que eram super-heróis, se tornam humanos. Nossos amigos se afastam. Algumas pessoas especiais mudam tanto que não reconhecemos mais. E enquanto os outros ao nosso redor vão perdendo a coragem, como uma febre, nos contagiamos e vamos nos tornando melancólicos e descrentes da vida. Vamos desistindo dos sonhos e nos conformando com pouco. Vamos desistindo dos outros e nos tornando solitários, porque na verdade, descobrimos que os outros pouco podem ajudar nos nossos problemas.
Que esquisito! Diante disso tudo, continuo a querer acreditar que não é assim, que não é verdade. Talvez seja só a maioria, talvez alguns consigam continuar autênticos. Mas esses parecem ser tão raros. Parece prepotência acreditar que podemos fazer diferente. Somos tão comuns quanto todos os outros que desistiram daqueles pensamentos adolescentes.
E agora, que estamos “adultos”, é hora de descobrir novos caminhos. Construir tudo de novo, encarando as dificuldades da realidade. É hora de descobrir nossas próprias verdades. E talvez tentar resgatar os sonhos de uma maneira nova, com mais consciência, com mais pé no chão.
E vocês leitores? O que acham disso tudo? Será que percebem tudo isso também ou fui eu que enlouqueci?
domingo, 8 de julho de 2007
Gerânio

Marisa Monte
Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
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